Guia Fotográfico de Paris
Os 7 pontos mais fotogênicos da Cidade Luz — com horários, luz ideal e dicas de ângulo
Os 7 pontos mais fotogênicos da Cidade Luz — com horários, luz ideal e dicas de ângulo
Paris é uma das cidades mais fotografadas do mundo — e com motivo. A Torre Eiffel ao entardecer, os telhados de zinco vistos do Sacré-Cœur, o Louvre reflectido na pirâmide de vidro e as margens do Sena ao amanhecer oferecem oportunidades fotográficas únicas. Estes 7 locais garantem as melhores fotografias de Paris, com as dicas certas de horário e ângulo.
Luz variável, interiores de museus e paisagens urbanas ao anoitecer — o equipamento certo faz a diferença:
A Torre Eiffel é o monumento mais fotografado do mundo — e ainda assim nunca decepciona ao vivo. Com 330 metros de altura e construída em 1889 por Gustave Eiffel para a Exposição Universal, a torre transforma-se num sujeito fotográfico completamente diferente consoante a hora do dia e a posição do fotógrafo.
Ao pôr do sol, a estrutura de ferro forjado ganha tons dourados e alaranjados que rivalizam com qualquer filtro de Instagram. A partir das 21h (22h no verão), o espetáculo de luz com 20.000 lâmpadas pisca durante 5 minutos — uma das imagens mais românticas e icónicas de toda a Europa.
A cúpula branca da Basílica do Sacré-Cœur, no topo da colina de Montmartre a 130 metros de altitude, oferece a vista mais abrangente de Paris — um mar de telhados de zinco cinzento-azulado que se estende até ao horizonte, pontuado pelas torres de Notre-Dame, pelo Louvre e, ao fundo, pela Torre Eiffel.
As ruelas de paralelepípedo de Montmartre, a Place du Tertre com os pintores e as fachadas de gesso branco com trepadeiras são igualmente fotogênicas — um bairro que parece parado no tempo do final do século XIX quando Picasso, Van Gogh e Toulouse-Lautrec aqui viveram e trabalharam.
A pirâmide de vidro do Louvre, desenhada por I. M. Pei e inaugurada em 1989, é um dos mais audaciosos contrastes arquitectónicos do mundo — o vidro e o metal modernistas em diálogo com o palácio renascentista do século XVI que a envolve nos três lados. O resultado fotográfico é fascinante em qualquer luz.
À blue hour — os 20–30 minutos após o pôr do sol quando o céu adquire um azul profundo — a pirâmide iluminada por dentro contrasta com o palácio banhado em luz quente artificial: um dos momentos fotográficos mais dramáticos de Paris.
O Arco do Triunfo, encomendado por Napoleão em 1806 para celebrar as suas vitórias, ergue-se a 50 metros de altura no centro da Place Charles de Gaulle — a rotunda de onde partem 12 avenidas em forma de estrela, incluindo os Champs-Élysées. A vista do topo é uma das mais geométricas e impressionantes de Paris.
Do terraço, a perspectiva da Avenue des Champs-Élysées em linha recta de 1,8km até ao Louvre — e no sentido oposto para La Défense — cria uma das composições de fotografia urbana mais poderosas da Europa.
As margens do Rio Sena ao amanhecer são outro mundo — os bouquinistes ainda fechados nas suas bancas verdes, as pontes reflectidas na água parada, Notre-Dame ao fundo com o sol nascente e apenas alguns corredores e pescadores a partilhar o espaço. As margens do Sena são Património Mundial da UNESCO e estendem-se por 3,5km de parque linear entre a Île Saint-Louis e o Trocadéro.
À medida que o sol sobe, a luz rasante ilumina as pedras das quais e os pilares das pontes com sombras dramáticas que desaparecem completamente com o sol alto. Uma oportunidade única para fotografar uma Paris que a maioria dos turistas nunca vê.
Os Jardins de Versalhes — 800 hectares desenhados por André Le Nôtre com simetria absoluta em torno de um eixo central que se estende por 3km desde a janela do quarto de Luís XIV — são um dos exemplos mais perfeitos de geometria na arquitectura paisagística da história. Vistos do terraço do palácio, os parterres de bordadura, os bosques e os canais criam uma composição fotográfica de escala quase impossível de compreender ao nível do solo.
A Galeria dos Espelhos, com 73 metros de comprimento e 357 espelhos reflectindo os jardins em luz natural, é talvez o interior fotográfico mais dramático de toda a França.
A Place des Vosges, construída entre 1605 e 1612 por ordem de Henrique IV, é a praça coberta mais antiga de Paris e uma das mais belas da Europa — 36 pavilhões de tijolo vermelho e pedra branca com arcadas ao nível do solo, dispostos em quadrado perfeito em torno de um jardim central com fontes. Vítor Hugo viveu aqui durante 16 anos (nº 6 — visitável gratuitamente).
A simetria perfeita dos pavilhões, a cor quente do tijolo contra o azul do céu e as arcadas em perspectiva criam composições fotográficas que funcionam em qualquer luz — mas a manhã cedo, com a praça vazia e a luz lateral a iluminar as fachadas de frente, é simplesmente perfeita.
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